Origens de User Experience

Um dos fantasmas de User Experience é o mito de que não há ciência por trás, que é uma prática firmada quase no “senso comum”. Mas a verdade é que esta é uma área que vem se desenvolvendo de linhas de estudo diversas e conta com mais de 30 anos de pesquisas envolvidas.
Já falamos aqui no blog sobre as várias disciplinas (indisciplinas) e funções envolvidas em UX, e também já contamos de onde veio o ‘arquiteto’ de arquitetura de informação.
UX tem uma herança científica profunda: é o estudo do uso que as pessoas fazem de artefatos por meio de atividades guiadas, essa base vem das ciências de comportamento, especificamente ergonomia, psicologia e ‘human factors’.
Com a revolução industrial fez se necessário e rentável a estruturação dos estudos sobre como criar ferramentas com as quais os trabalhadores das fábricas pudessem realizar suas atividades de forma mais eficiente; com o desenvolvimento dessas metodologias, surgiu a Ergonomia, termo cunhado por Wojciech Jastzerbowski em 1957.
Em outros lugares do mundo, cientistas estudavam os modelos de pensamento, sobre como realizamos as tarefas de maneira cognitiva, e o que nos motiva, Wihelm Wundt fundou o primeiro laboratório de psicologia aplicada em 1879.
Com a Primeira Guerra Mundial, houve o aumento da importância de carros e aviões, e a emergência de uma nova ciência: ‘human factors’. As metodologias e insights da ergonomia e da psicologia eram usados para entender como as pessoas se comportavam enquanto utilizavam ferramentas complexas e submetidas a diferentes ambientes.
O desenvolvimento de boas práticas é algo que vem de toda essa história. Don Norman popularizou o termo “user experience” enquanto trabalhava na Apple nos anos 90. Na mesma época em que empresas como a Xerox conduzia pesquisas formais de Interação Humano-Computador. Jakob Nielsen, escreveu em 1995 as famosas 10 heurísticas de usabilidade, ainda usadas hoje.
Finalmente o campo de UX é situado junto com outras disciplinas e construído pelas intersecções e metodologias de avaliação. Sempre buscamos avaliar as soluções com usuários reais, porque teste com usuários é intrínseco ao processo de UX. Nós ainda compartilhamos esses insights um com os outros por meio de diversas conferencias e publicações científicas.
Em outras palavras, atrás de cada bom profissional de UX há 200 anos de conhecimento acadêmico, 30 anos de experiência prática e uma dose de pesquisa com usuários intríseca.