8 maneiras de se tornar um especialista em User Experience Design (UX)
Como conciliar estudos e trabalho em meio a tantas fontes de informação, superar a escassez de tempo e preparar-se para um mercado cada vez mais competitivo.
Vivemos na era da informação, também conhecida como era digital ou era da tecnologia. Isso significa que, nos dias de hoje, a educação de qualidade tornou-se mais acessível, uma vez que existe muita informação disponível na internet e a todo momento surgem novas pesquisas, artigos, ferramentas, metodologias e processos. Isso, por sua vez, nos leva a outro desafio: o de superar o medo de estar perdendo algo, ou de ficar para trás, também conhecido como FoMO, sigla em inglês que significa “fear of missing out”.
Neste artigo falo sobre algumas estratégias para melhor direcionar os estudos e a prática do design para se tornar um especialista em UX. O texto é longo mas está recheado com muitos dos meus mais importantes aprendizados adquiridos ao longo de mais de 10 anos de atuação como designer. Não deixe de conferir a sessão Freebies ao final, onde apresento um compilado de links, dicas e referências sobre os temas apresentados aqui.
A carreira de UX design
O termo UX ganhou notoriedade nos últimos anos, muito disso em virtude da proliferação de produtos e serviços de extrema qualidade que beneficiam a vida das pessoas ao solucionar problemas, ao mesmo tempo que lhes proporcionam experiências memoráveis, personalizadas e com pouca fricção. Hoje as pessoas estão mais acostumadas com esse alto padrão de qualidade, portanto bom design praticamente tornou-se um commodity. E o UX designer, por sua vez, exerce um papel de extrema importância na entrega desse valor.
Bons profissionais de UX são disputados, existem muitas vagas, a remuneração é maior que a de profissões mais tradicionais como design gráfico e direção de arte (Fig. 1), mas sobressai aquele que possuir a melhor combinação entre hard e soft skills (habilidades técnicas e comportamentais).
Outro ponto importante é que existe espaço para todo tipo de profissional, do mais especialista para o mais generalista. Muito se fala sobre o “T shaped professional”. Então não se preocupe se você focar em uma determinada área ou tornar-se um profissional mais generalista.
O importante é conhecer a si mesmo e ter consciência de suas afinidades, forças e fraquezas para melhor direcionar seus esforços e aprendizados.
A seguir, algumas dicas para você se desenvolver como um UX designer, seja você um profissional mais experiente, alguém que está migrando de outra área, ou se você acabou de cair de paraquedas nesse novo mundo. Os primeiros 6 tópicos são como as camadas de uma pirâmide (Fig. 2), da base ao topo, onde cada uma delas representa a quantidade de recursos exigidos do seu dia a dia. Ou seja, quanto maior o volume da camada, mais recursos necessários como tempo, dinheiro e dedicação.
1. Ensino Superior
2. Cursos livres, workshops e treinamentos online
3. Livros, artigos, relatórios, casos de uso e inspiração
4. Webinars, canais no youtube e podcasts
5. Eventos e meetups
6. Grupos, redes sociais e mentorização
7. Na prática
8. Aprender ensinando
1. Ensino superior 🎓
Uma das primeiras ideias que se tem em mente ao querer ingressar em uma nova profissão é a de conquistar um diploma de curso superior como bacharelado, tecnólogo ou pós-graduação em design. Essas são as formas mais tradicionais de ensino, existem opções em todos os lugares e formatos, inclusive graduações inteiras a distância com bom custo benefício.
Esse tipo de curso proporciona uma grande imersão, aprendizado de dezenas de disciplinas, mas requer muito mais tempo dedicado (cerca de 3.000 hora-aula), recursos financeiros e mais esforço do que cursos livres (32 hora-aula), por exemplo, além de várias noites sem dormir por causa do temido TCC, é claro. Acredito que seja muito válido para quem não tem nenhuma ou pouca experiência profissional, pois querendo ou não, a maioria das empresas ainda requer um diploma universitário, embora essa realidade esteja mudando um pouco.
Com um diploma pode-se de ter uma formação bem completa, um repertório mais robusto, tornar-se um pesquisador, fazer um mestrado ou doutorado, ter um melhor currículo caso queira dar aula... Como universitário você tem a chance de experimentar o mercado de trabalho através dos estágios, colocar os aprendizados em prática, construir um portfólio e quebrar alguns paradigmas. Já uma pós-graduação pode ser interessante caso você já tenha alguma graduação e precisa se aprofundar em uma área diferente.
2. Cursos livres, workshops e treinamentos online ✏️
Uma ótima opção para quem quer migrar para UX, não tem muito tempo ou recursos disponíveis e quer algum retorno mais imediato. Cursos livres são rápidos (8, 16, 32 hora-aula), geralmente focados em um determinado assunto, como por exemplo: Design Systems, UX Research, Design Thinking, Agile UX, e fazem você por a mão na massa. Cursos online tem preços mais acessíveis ou são gratuitos, e permitem que você estude sem sair de casa, em qualquer lugar, com direito a um certificado. É conteúdo na medida certa para você experimentar um tema novo, se atualizar e aprimorar suas habilidades. Uma dica que eu dou é:
Não saia fazendo cursos aleatórios a torto e a direita. Seu tempo e dinheiro são preciosos e o conteúdo tem que fazer sentido pra você no contexto mais adequado possível.
Faça um exercício de priorização para entender o que é mais relevante para você aprender neste exato momento e se será possível colocar os aprendizados em prática de alguma forma. Caso contrário, serão tempo e dinheiro jogados fora, pois se você não exercita de alguma forma o que aprendeu, você esquece. Digo por experiência própria, pois já fiz vários cursos caros e chatos que nunca apliquei, e tudo se perdeu 😔.
Outro ponto é o fator motivação. É muito fácil perder o interesse e manter-se motivado até concluir um curso—por ter que abrir mão do lazer, descanso ou pela simples falta de tempo mesmo. É aqui que escolhas precisam ser feitas.
Dica: Se na sua cidade não existe a opção de curso presencial, peça para a empresa que você trabalha te patrocinar e investir na sua carreira, ou faça um pé de meia e reserve um final de semana para você fazer um treinamento em outra cidade.
3. Livros, artigos, relatórios, casos de uso e inspiração 📚
Livros são fonte inesgotável de conhecimento. Eles enriquecem seu repertório, empoderam suas palavras e fundamentam muitas de suas escolhas de projeto. Os livros são a base para o que é ensinado nas escolas, são fruto de muita pesquisa e pensamento crítico. Ler é fundamental para qualquer designer, então tente manter a sua leitura em dia, leia pelo menos 4 livros por ano. Um livro a cada 3 meses já é uma boa métrica 🤓, principalmente se a leitura estiver alinhada com seu momento atual — pode acreditar.
Uma boa leitura consome algumas várias horas de sua rotina, portanto faça valer esse tempo. Pense no que é fundamental para você aprender neste exato momento. Peça recomendações de livros sobre um tema que você quer se aprofundar e leia aquilo que fará mais sentido para você. Depois de ler escreva um artigo, uma pequena resenha ou escreva algumas palavras que resumam o que você acabou de ler, nem que seja para consultas futuras.
Artigos são escritos o tempo todo e sobre todos os assuntos possíveis. O Medium, por exemplo, possui uma curadoria de conteúdo muito competente. Tente ler um artigo na íntegra por dia, não só títulos. Aliás, se viu um título interessante, separe para ler depois—mas leia! Separe 10 minutos da sua rotina e faça disso um hábito. Aproveite a volta do horário do almoço no trabalho, uma fila de banco ou do supermercado, uma viagem de trem, uma lasanha descongelando no microondas, aquela última mexida no celular antes de dormir… Que seja!
Alguns artigos apresentam casos de uso reais e que muitas vezes mostram os dois lados da moeda. Aprenda também com os erros dos outros 😅. Eles podem mostrar diferentes contextos, problemas e soluções. Isso ajuda a entender a pluralidade do design e a flexibilidade de como ferramentas e processos podem ser aplicados.
Outro aspecto importante é manter-se atualizado sobre as tendências do mercado, qual o futuro do design, para que caminho a nossa profissão está andando e qual o impacto da tecnologia nessa história toda.
Um bom designer constrói seu repertório também a partir de boas referências. É importante manter-se inspirado e atualizado sobre as tendências e boas práticas adotadas no mercado, principalmente no que diz respeito ao design visual e padrões de interface. Mas não se deixe levar completamente pelas referências, não copie. Afinal, todas as escolhas de design devem ser bem fundamentadas e compactuarem com o universo dos seus usuários.
4. Webinars, canais no youtube e podcasts 🎙️
Conteúdo de qualidade gratuito à sua disposição, você não precisa nem ler, só ouvir. Parece bom demais, mas é verdade. A internet está repleta de vídeos e podcasts sobre inovação e design, feitos por empresas ou pessoas “comuns”, porém muito competentes e com o compromisso de levar um conteúdo de qualidade para seu público, afinal eles passam até a ganhar dinheiro com isso, mas acredito que a satisfação vai muito além disso.
A comunidade open source é dedicada em compartilhar conhecimento pelo simples fato de ajudar o próximo. Basta encontrar o canal certo e criar uma afinidade com quem está falando.
5. Eventos e meetups 👋
Geralmente acontecem aos finais de semana, ou às terças e quintas no final do expediente em um bairro distante. Você já está esgotado e o único tempo disponível para lazer e descanso você irá gastar indo a mais um evento? Talvez sim. De novo, faça valer o tempo que você dispõe para essas atividades. Quando for a um evento tente fazer uma retrospectiva e escrever um pouco sobre o que você viu por lá. Tente fazer contatos e se conectar com as pessoas que interagiu e adicione no LinkedIn. Uma oportunidade de emprego pode surgir de um papo furado que rolou durante a espera de uma palestra ou outra.
Eventos de design e inovação estão pulverizados em plataformas como Sympla, Meetup e Eventbrite. Busque por tema e região, alguns são pagos, mas a maioria é gratuita. Acompanhe as ações do IxDA da sua região.
Dica: vai visitar uma cidade como São Paulo, Belo Horizonte ou outra capital, ou vai fazer uma viagem internacional? Dê uma olhada nos eventos que estão acontecendo por lá e tente fazer um encaixe. Já fiz isso diversas vezes e a experiência vale muito.
6. Grupos, redes sociais e mentoria 💬
Tire proveito da sua rede de contatos, pense que a comunidade está à sua disposição e vice-versa. As pessoas adoram colaborar, compartilhar conteúdo e suas experiências e estão sempre abertas para trocar uma ideia. Faça parte de grupos em redes sociais, compartilhe suas ideias. Lançou um projeto novo no portfólio? Peça feedback. Está fazendo uma pesquisa quanti? Joga o link nos grupos que fazem sentido. Tem uma dúvida mais pontual? Pergunte ao grupo. Apenas certifique-se de que você não está infringindo nenhuma regra de convivência.
Procure alguém para ser seu mentor ou mentora, ou alguém para estudar junto com você, dessa forma o seu engajamento pode aumentar, pois uma pessoa motiva a outra. Conversas 1:1 com alguém mais experiente podem ajudar a direcionar a sua carreira e tirar muitas dúvidas. Você pode encontrar pessoas dispostas a te ajudar dentro e fora do seu trabalho, é só ser um pouco cara de pau 😬.
7. Na prática 🙌
Esqueça tudo que eu falei até agora se você não praticar. O conhecimento tácito, que você adquire botando a mão na massa e através das experiências práticas do seu dia a dia, é o mais valioso de todos. A prática leva em consideração todo seu repertório teórico, adquirido por meio das diferentes formas de estudo citadas anteriormente, por exemplo, conectando todo o seu repertório (Fig. 3). Quanto mais você pratica, mais rápidos serão os resultados, mais aprimorada será a sua técnica e mais atalhos você irá encontrar em seu processo — como qualquer atividade, não é mesmo?
Uma grande questão que sempre surge é: como vou conseguir uma vaga em UX se eu nunca trabalhei nisso antes, se eu nunca tive a oportunidade de fazer um projeto real? A resposta para isso está nos exercícios e projetos pessoais, autorais, experimentais, que você pode construir por conta própria ou em parceria com alguém. É dedicação, não há desculpas para a total falta de prática. Outro fator fundamental é o feedback. Peça para avaliarem o que você fez e absorva os comentários e críticas de forma construtiva para que você possa melhorar sempre.
8. Aprender ensinando 👩🏫
Além de ser uma atitude generosa e nobre, ensinar e transmitir conhecimento é uma prática fundamental no ambiente de trabalho. Há quem diga que o melhor jeito de aprender é ensinar, e eu não discordo.
Elaborar um treinamento, um curso, um artigo ou uma apresentação de projeto para o seu time é uma maneira de você sintetizar e consolidar tudo o que você sabe sobre um determinado tema, ajuda a memorizar termos, jargões, processos, além de contribuir para que você se torne ainda mais proficiente no assunto. Além disso, o poder de síntese, persuasão, comunicação e a capacidade de ensinar são soft skills essenciais pra um bom UX designer. Afinal, o tempo todo estamos tentando simplificar a vida das pessoas, orientar e transmitir uma informação de maneira clara e eficaz.
Nunca pare de aprender
Pense sobre o seu momento atual e seus objetivos. Analise bem a sua situação antes de encarar uma graduação ou uma pós. Leia e estude muito, mas não fique só na teoria. Envolva-se na comunidade, mas não perca tempo indo em todos os eventos que aparecem por aí — e nem se martirize se você perdeu uma vaga para aquele meetup mega disputado. Atualize seu repertório e veja o que grandes designers e agências estão produzindo, mas não vire um copycat.
O que eu acho mais interessante da área de UX é que ela é tão acolhedora e abrangente, que você pode ter uma formação em qualquer área e ainda assim ser um “UXer”, pois há espaço para todo tipo de profissional no mercado. Inclusive, a riqueza do design está na diversidade e em enxergar um problema a partir de múltiplas perspectivas e repertórios, através da colaboração de várias pessoas. Conheço profissionais de UX extremamente competentes que tiveram formação em psicologia, ciências da computação, jornalismo e até química, e que ainda assim se encontraram na profissão e são referência no que fazem. Conheço também profissionais respeitados que nem sequer fizeram faculdade, são autodidatas e adquiriram seu conhecimento de forma empírica e através de muito estudo. Ou seja, estude, leia, pratique, escreva, seja livre de ego e abrace o feedback. Mas tenha em mente que, acima de tudo, o mais importante não é ter uma graduação formal em design e dezenas de títulos e certificações, e sim:
Ter o pensamento crítico e analítico do design para solucionar problemas, ter a sensibilidade e empatia para encontrar oportunidades e entender a real dor das pessoas, ter facilidade de trabalhar em grupo e em times multidisciplinares e uma fome avassaladora por conhecimento.
Freebies
Na sequência, um compilado de vários links relacionados aos tópicos que mencionei neste artigo, como cursos, livros, sites, grupos entre outras dicas.
Cursos online gratuitos, onde você pode começar a aprender UX agora mesmo:
Cursos online GRATUITOS
1. Enterprise Design Thinking by IBM [en]
2. Udemy—UX, Design Thinking [pt/en]
3. Udacity — Product Design [en]
4. Brandster—UX nas Organizações [pt] com Carla De Bona
5. Coursera—UX/UI, (USP)[pt]
6. CodeCademy—Frontend Design [en]
Alguns sites que consumo regularmente e gosto muito:
Artigos e ebooks
1. uxdesign.cc [pt/en]
2. Coletivo UX [pt]
3. uxdesign.blog [pt]
4. Nielsen Norman Group [en]
5. Inside Design — InVision [en]
6. UX Magazine [en]
7. Smashing Magazine [en]
8. Adaptative Path [en]
9. IDEO [en]
10. UXPin — Free ebooks [en]
11. Awwwards—Free ebooks [en]Dica: assine alguma newsletter com curadoria de conteúdo como a Sidebar, Nielsen Norman Group, UI Lab. Seja bombardeado de informação, mas tente não cair na FoMO. Pense que existe MUITO conteúdo por aí, mas nem tudo é relevante para você neste momento. Saiba peneirar.
Separei 5 relatórios anuais que trazem um panorama muito legal sobre inovação, UX e tecnologia no contexto do design:
Relatórios anuais
1. Panorama UX — Saiba Mais [pt]
2. The State of UX — uxdesign.cc [en]
3. Design in Tech Report — John Maeda [en]
4. Future of Design in Startups — NEA [en]
5. Design Census — Aiga [en]
Inspire-se constantemente e mantenha o seu repertório fresco:
Inspiração
1. Awwwards
2. Site Inspire
3. Behance
4. Dribbble
6. Pinterest
7. Panda (browser extension)
8. Mobile Patterns
9. Abduzeedo
10. Mais sites para inspiração
Conteúdo em áudio e vídeo produzido por gente super competente. Ótimo quando você fizer uma caminhada no parque ou na esteira, pegar um ônibus ou trem demorado:
Canais no Youtube
1. DesignTeam [pt]
2. UX Now [pt]
3. UXLab [pt]
4. U&I Design [pt]
5. UX change [pt]
6. TED [en]Podcasts
1. Movimento UX [pt]
2. Aelacast [pt]
3. The Bridge Social [pt]
4. Expatria [pt]
5. Design Better [en]
6. O’Reilly Design Podcast [en]
7. Aiga Webcasts [en]
Alguns grupos brasileiros que são abertos no Facebook, Slack e WhatsApp dos quais mais interajo:
Grupos no Facebook
1. UXperts
2. UX Design Brasil
3. UX Writers Brasil
4. Product Design Brasil
5. Chatbot BrasilGrupos no Slack
1. IXDA Brasil
2. UXSP
3. Online UX Team
4. Mergo UX
5. Creative Doc
1. Agile UX (link convite)
2. Design System - Brasil (link convite)
3. Webflow - Estudos (link convite)
Entre em contato com profissionais do mercado dispostos a tirar suas dúvidas e trocar uma ideia sobre design, UX e inovação:
Mentoria e aconselhamento profissional
1. Thiago Barcelos
2. Anderson Gomes
3. Fabrício Teixeira
4. Female FounderDica: A plataforma Office Hours disponibiliza diversos profissionais dispostos a dar algum tipo de aconselhamento profissional ao abrirem alguns horários de suas agendas. E o melhor é que é de graça! Infelizmente alguns mentores podem demorar a te responder ou o horário marcado pode passar batido para eles, mas não se deixe frustrar por isso, acione outra pessoa até encontrar alguém realmente disponível.
E aí, qual seu momento atual? Já trabalha com UX e procura novos aprendizados ou uma reciclagem? Está mudando de carreira e migrando para UX? Está iniciando sua carreira agora? Se você se identificou com algo que escrevi, bata palminhas 👏, deixe seu comentário, compartilhe esse texto com alguém que esteja interessado em como aprender mais sobre UX. Valeu!